sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Lixo Humano

Quando li " Vidas Desperdiçadas" de Zygmunt Bauman foi bem difícil. Já havia lido sobre a situação dos refugiados, mas a forma como ele escreve me tocou profundamente. Quando vi que o Action Day tinha como tema a pobreza, comecei a pensar sobre o que colocaria aqui. A pobreza tem tantos aspectos que podem ser abordados... Então, me lembrei desse sociólogo e de seu livro que tanto me tocou. Encontrei esta entrevista com ele, mas indico que leiam o livro. Ficar parado é impossível depois dele. Sacode dentro para sacudir fora. E o mundo precisa meeesmo de saculejadas. Mesmo, mesmo.




Entrevista com o sociólogo Zygmunt Bauman, autor do famoso "O mal-estar da pós-modernidade".

Como amar em um mundo assustador?


Há anos o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, professor emérito da Universidade de Leeds e de Varsóvia, dedica-se a retratar as desastrosas consequências sociais de uma modernização que privilegia apenas uma minoria. Prestes a completar 80 anos, o autor dos best-sellers "O mal-estar da pós-modernidade" e "Amor líquido" está mais activo do que nunca: dois novos livros estão chegando ao Brasil, ambos pela Jorge Zahar Editor. Em "Vidas desperdiçadas", Bauman faz um prognóstico assustador: o crescimento incontrolável do "lixo humano", pessoas descartáveis ou "refugadas", como prefere que não puderam ser aproveitadas e reconhecidas numa sociedade cada vez mais seletiva. O outro lançamento é "Identidade", uma entrevista que concedeu ao jornalista italiano Benedetto Vecchi, em que reforça seus conceitos sobre a crise de identidade imposta pela modernização. Em entrevista exclusiva ao jornal O Globo, 5-11-05, Bauman analisa a fluidez dos relacionamentos amorosos, compara a vida em sociedade ao "Big Brother", critica o combate militar ao terrorismo, comenta o "jeitinho brasileiro" e nega o rótulo de pessimista: "Acredito fortemente que um mundo alternativo seja possível", diz ele.



O seu livro "Amor líquido" é um sucesso comercial no Brasil. Na sua opinião, por que as pessoas têm se interessado tanto pelo assunto? Por que a idéia de durabilidade das relações amorosas nos assusta tanto?



ZYGMUNT BAUMAN: As relações amorosas estão hoje entre os dilemas mais penosos com que precisamos nos confrontar e solucionar. Nestes tempos líquidos, precisamos da ajuda de um companheiro leal, "até que a morte nos separe", mais do que em qualquer outra época. Mas qualquer coisa "até a morte" nos desanima e assusta: não se pode permitir que coisas ou pessoas sejam impedimentos ou nos obriguem a diminuir o ritmo de vida. Compromissos de tempo indeterminado ameaçam frustrar e atrapalhar as mudanças que um futuro desconhecido e imprevisível pode exigir. Mas, sem esse compromisso e a disposição para o auto-sacrifício em prol do parceiro, não se pode pensar no amor verdadeiro. De facto, é uma contradição sem solução. A esperança ainda que falsa é que a quantidade poderia compensar a qualidade: se cada relacionamento é frágil, então vamos ter tantos relacionamentos quanto forem possíveis.



O senhor está casado com a mesma mulher há 56 anos (a também socióloga Janina). Há segredo para uma união duradoura em tempos de "amor líquido", em que os parceiros são descartados de acordo com a sua funcionalidade?



BAUMAN: Quanto mais fácil se torna terminar relacionamentos, menos motivação existe para se negociar ou buscar vencer as dificuldades que qualquer parceria sofre, ocasionalmente. Afinal, quando os parceiros se encontram, cada um traz a sua biografia, que precisa ser conciliada, e não se pode pensar em conciliação sem fazer concessões e auto-sacrifício. Eu e Janina, provavelmente, consideramos isso mais aceitável do que a perspectiva de ficarmos separados um do outro. No fim das contas é uma questão de escolha, do valor que se dá a estar junto com o parceiro e da força do amor, que torna o auto-sacrifício em prol do amado algo natural, doce e prazeroso, em vez de amargo e desanimador.



A sociedade fragmentada que o senhor apresenta em "Vidas desperdiçadas" não estimula a individualização e o sentimento de medo ao estranho que foram apresentados em "Amor líquido"?



BAUMAN: Claro. Nos comportamos exactamente como o tipo de sociedade apresentada nos "reality shows", como por exemplo, o "Big Brother". A questão da "realidade", como insinuam os programas desse tipo, é que não é preciso fazer algo para "merecer" a exclusão. O que o "reality show" apresenta é o destino e a exclusão é o destino inevitável. A questão não é "se", mas "quem" e "quando". As pessoas não são excluídas porque são más, mas porque outros demonstram ser mais espertos na arte de passar por cima dos outros. Todos são avisados de que não têm capacidade de permanecer porque existe uma cota de exclusão que precisa ser preenchida. É exactamente essa familiaridade que desperta o interesse em massa por esse tipo de programa. Muitos de nós adoptamos e tentamos seguir a mensagem contida no lema do programa "Survivor": "não confie em ninguém!" Um slogan como esse não prediz muito bem o futuro das amizades e parcerias humanas.



Em "Vidas desperdiçadas" o senhor menciona a questão criada por "imigrantes" em busca de um Estado que os proteja e lhes dê sobrevivência. De que modo os recentes atentados terroristas nos EUA e Europa são uma conseqüência dessa "marginalização" de seres humanos?



BAUMAN: A globalização negativa cumpriu sua tarefa. As fronteiras que já foram abertas para a livre circulação de capital, mercadorias e informações não podem ser fechadas para os humanos. Podemos prever que quando e se os atentados terroristas desaparecerem, isso irá acontecer apesar da violência brutal das tropas. O terrorismo só vai diminuir e desaparecer se as raízes sociopolíticas forem eliminadas. E isso vai exigir muito mais tempo e esforço do que uma série de operações militares punitivas. A guerra real e capaz de se vencer contra o terrorismo não é conduzida quando as cidades e vilarejos arruinados do Iraque ou do Afeganistão são devastados, mas quando as dívidas dos países pobres são canceladas, os mercados ricos são abertos à produção dos países pobres e quando as 115 milhões de crianças actualmente sem acesso a nenhuma escola são incluídas em programas de educação.



O que o senhor acha da afirmação de alguns acadêmicos que a globalização acabou e que o momento que vivemos agora é de vácuo pós-globalização?



BAUMAN: Não sei o que esses "acadêmicos" têm em mente. Até agora, a nossa globalização é totalmente negativa. Todas as sociedades já estão abertas. Não há mais abrigos seguros para se esconder. A "globalização negativa" cumpriu seu papel, mas sua contrapartida "positiva" nem começou a actuar. Esta é a tarefa mais importante em que o nosso século terá que se empenhar. Espero que um dia seja cumprida. É questão de vida ou morte da Humanidade!



O que será preciso acontecer para que nossa sociedade se dê conta da armadilha que caiu em busca da suposta "modernidade"?



BAUMAN: A civilização moderna não tem tempo nem vontade de reflectir sobre a escuridão no fim do túnel. Ela está ocupada resolvendo sucessivos problemas, e principalmente os trazidos pela última ou penúltima tentativa de resolvê-los. O modo com que lidamos com desastres segue a regra de trancar a porta do estábulo quando o cavalo já fugiu e provavelmente já correu para bem longe para ser pego. E o espírito inquieto da modernização garante que haja um número crescente de portas de estábulos que precisam ser trancadas. Ocasiões chocantes como o 11 de Setembro, o tsunami na Ásia, (o furacão) Katrina, deveriam ter servido para nos acordar e fazer agir com sobriedade. Chamar o que aconteceu em Nova Orleans e redondezas de "colapso da lei e ordem" é simplista. Lei e ordem desapareceram como se nunca tivessem existido.



O senhor aponta uma "crise aguda da indústria de remoção de refugo humano". É possível criar mecanismos de inclusão dos seres humanos "excessivos" e "redundantes"? A modernização implica, necessariamente, uma "lixeira humana"?



BAUMAN: Esse excesso de população precisa ser ajudado a retornar ao convívio social assim que possível. Eles são o "exército reserva da mão-de-obra" e lhes deve ser permitido que voltem à vida activa na primeira oportunidade. Os "redundantes" são obrigados a conviver com o resto da sociedade, o que é legitimado pela capacidade de trabalho e consumo. Em vez de permanecer, como era visto anteriormente, como um problema de uma parte separada da população, a designação de "lixo" torna-se a perspectiva potencial de todos. Há partes do mundo que se confrontaram com o antes desconhecido fenômeno de "população sobrando". Os países subdesenvolvidos não se disporiam, como no passado, a receber as sobras de outros povos e nem podem ser forçados a aceitar isso.



Países como Brasil, Índia e China são constantemente apontados como estratégicos para o século XXI. Ao mesmo tempo, são três países com grande número de "lixo humano", com alto índice de desemprego. Isso não é uma contradição?



BAUMAN: Certamente. Isso fica ainda pior quando os gigantes do século XXI, China, Índia, Brasil, entram no "processo de modernização". O número de "pessoas desnecessárias" crescerá. E aí há o grande problema que mais cedo ou mais tarde teremos que enfrentar: capacitar ou não China, Índia e Brasil a imitar o modelo de "bem-estar" adotado nos Estados Unidos em uma época em que "modernização" ainda era um privilégio de poucos? Para dar vazão, seriam necessários três planetas, mas nós só temos um para dividir.



Um dos mais importantes compositores brasileiros, Chico Buarque de Holanda, afirmou que "uma nação grande e forte é perigosa, mas que uma nação grande, forte e ignorante é ainda mais perigosa". Ter uma nação grande, forte e ignorante no comando do mundo como parecem ser os Estados Unidos da Era Bush não pode acirrar ainda mais o "refugo" dos seres humanos?



BAUMAN: Lamento não conhecer Chico Buarque: ele toca no cerne da questão. Até onde vai a situação de nosso planeta com um único superpoder, confundido e subjugado pela ilusão de sua repentina ilimitada liberdade? A elevação súbita dos Estados Unidos à posição de superpotência absoluta e uma incontestada hegemonia mundial pegou líderes políticos americanos e formadores de opinião desprevenidos. É muito cedo para declarar a natureza deste novo império e generalizar seu impacto no planeta. Seu comportamento é, possivelmente, o fator mais importante da incerteza definida como "Nova Desordem Mundial". Um império estabelecido pela guerra tem que se manter por guerras. Acabamos de ver isso no Iraque, apesar de todos saberem que era óbvio que bombardear e invadir o país não aniquilaria o terrorismo.



No Brasil, temos uma expressão muito popular, "jeitinho brasileiro", que representa a capacidade do povo de superar adversidades, sejam elas pequenos problemas do cotidiano ou não. O senhor acredita que há nações com seres "redundantes" que saibam sobreviver melhor do que outros?



BAUMAN: O que vocês chamam de "jeitinho brasileiro" é a maneira que a modernização nos obrigou a reagir. Um dos resultados cruciais da modernização é a dependência dos processos da vida humana pelos "jeitinhos". Isso implica o outro lado da mesma moeda: a vulnerabilidade crescente dos legítimos modos instruídos de viver.



Aos 80 anos, sua produção intelectual ainda é grande. O que o motiva a continuar escrevendo?



BAUMAN: Pierre Bourdieu ressaltou que o número de personalidades do cenário político que podem compreender e articular expectativas e demandas está encolhendo. Precisamos aumentá-lo, e isso só pode ser feito apresentando problemas e necessidades. O próximo século pode ser o da catástrofe final ou um período no qual um novo acordo entre os intelectuais e as pessoas que representam a Humanidade seja negociado e trazido à tona. Vamos esperar que a escolha entre estes dois futuros ainda seja nossa.



Todas suas obras apresentam um cenário bastante pessimista do mundo. Temos razão para acreditar em dias melhores?



BAUMAN: Rejeito enfaticamente essa afirmação. Optimistas são pessoas que insistem que o mundo que temos é o melhor possível; os pessimistas são os que suspeitam que os optimistas podem ter razão. Portanto eu não sou nem optimista nem pessimista, porque acredito fortemente que outro mundo, alternativo e quem sabe melhor, seja possível. Acredito que os seres humanos sejam capazes de tornar real essa possibilidade.



FONTE: http://somdoroque.blogspot.com/2007/07/entrevista-zygmunt-bauman.html

Action Day - Dia da Ação!!!! Dia de Agir...todo dia?



PARTICIPE: http://site.blogactionday.org

terça-feira, 7 de outubro de 2008

CONTINUAÇÃO...

Percebi que vai ser difícil ficar sem postar aqui! Me acostumei, sei lá! É estranho não ter mais esse canal de comunicação com vocês. É estranho porque de certa forma me vejo por meio deste canal também...

Por isso decidi publicar aqui algumas fotos dessa viagem linda para a Índia. Do pouquinho que tive a oportunidade de viver... Espero que gostem!!


Algumas faces da Índia... O rio Bhramaputra e o pôr do sol...
Pessoas, ah...





Eu e minha amiga Vivian, jornalista que foi comigo, em nossas andanças nesta terra tão colorida...


Produção de quadrinhos!!!












Distribuição!!!




Distruição de quadrinhos nas ruas de Guwahati a todo vapor!! Leiam, leiam!!!




Um pouquinho deste gostinho...dessa mobilização tão linda que rolou por lá. Em breve coloco aqui as HQs produzidas comas devidas traduções.


Até +!!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

avaliar e preciso!!!

Sempre acreditei que momentos de avaliacao sao essenciais. E quando paramos para pensar no que foi construido e podemos refletir sobre o que podemos melhorar e fazer para frente. Gostei muuuuuito de participar deste jogo, dessa caminhada com voces. Ela esta sendo muito importante pra mim. Esse estimulo de fazer parte dessa rede, me fez tomar coragem para colocar em pratica certas acoes que estavam guardadas a tempo. Me sinto mais forte e mais capaz de realizar. Percebi que as coisas simples sao as mais efetivas e importantes. Me sinto triste por nao ter conseguido concluir minha acao, se estivesse no brasil seria mais facil e mais eftiva.Mas feliz pela oportunidade de estar nesse pais tao distante e tao parecido com o brasil. Com certeza volterei daqui uma semana e poderei concluir ess acao e outras que tenho pensado a tempo em fazer.
Termino esse post com a certeza de que essa experiencia foi muito importante e que em janeiro terei  a oportunidade de colocar a mao na massa com vcs. Obrigada pelo caminho percorrido ate agora!!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Da india para o Brasil

Gente, ta uma loucura aqui. Bomb Blast em Delhi ( nao pudemos ficar no hotel que t'inhamos reservado, por causa da bomba) e em Guhati estamos em uma zona de conflito, militares para todo lado. Mas, o pessoal e fantastico. Estou fazendo curso com diversos jornalistas e jovens que trabalham com comunicacao em suas comunidades de diversas cidades ( eles chamam esta regiao de sete irmas). Voces imaginam a loucura que esta sendo, entao realmente so tive tempo para conversar com meu companheiro duas vezes e bem rapido. Este e o 10 minutos que tenho por dia para usar, mas faz dois dias que nao conseguimos conexao por aqui. Ele me disse que cerca de 10 apartamentosdevolveram o panfleto preenchido, mas que, pelo que ele viu, so 2 vao para mesma regiao. Mas ja e alguma coisa!!! Quando voltar vou entrar em contato com os apartamentos e orgnizar as caronas.

Gostaria de postar algumas fotos, mas me falta tempo para descarrega-las.

Beijos guerreiros!!! Saudades da comida e da energia desse Brasil lindo!!!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

2ª ETAPA: Distribuição



Olá pessoal!! Chegou a hora: estou embarcando. Daqui duas horas estarei viajando!!


Por agora, preciso contar o que rolou ontem. O pai de uma amiga faleceu e acabei passando parte da noite com ela, por isso meus planos de entregar os panfletos da campanha furaram.


Hoje de manhã, em meio às arrumações das malas, conversei com meu companheiro de aventuras, Seu Francisco, que se comprometeu a entregar os panfletos em mãos (como faz com o boleto do aluguel) para os moradores. Ele não concentiu que tirasse uma foto com ele para publicar aqui. Então, o que tenho para mostrar são partes do meu prédio...



Peço desculpas a todas e todos, mas com o tempo que tenho é isso que posso fazer. (percebi também que só parte do vídeo fez o upload, então, vou tentar fazer a distância).


Sei que isso não é uma campanha em ação acontecendo, nem o esperado...mas a campanha está rolando e, no final das contas, é isso que imprta e estou feliz por poder realizar isso, a partir dessa experiência.


Espero voltar com notícias boas do oriente.



Beijo!!




quarta-feira, 17 de setembro de 2008

2ª Etapa - Parte 1: Impressão

Olá pessoal!! Fiquei empolgada e, ao mesmo tempo, preocupada com o e-mail da Val. Mostrar!!! Filmar, fotografar, gravar....nossa!!! É bem legal, porque realmente mostra a gente com a mão na massa, por outro lado, tenho HOJE para pensar em como fazer isso a partir de quinta que não estarei em Sampa e sim em Guwahati, na Índia!!!

Bom, então, eu decidi fazer o que está ao meu alcance. Aqui está o primeiro vídeo da super impressão da carta da Campanha!! Não é nada demais, mas é um passo e é o que posso neste momento fazer. A Dani Marino, provavelmente não teve tempo de retornar o meu e-mail e, infelizmente, o tempo urge!! Só tenho HOJE e AMANHÃ DE MANHÃ para entregar os panfletos!!!! Não posso esperar mais...

Hoje, no final da tarde e amanhã de manhã antes de ir ao aeroporto irei bater de porta em porta falando da campanha junto com o zelador, Seu Zé Francisco. Vou filmar com a câmera que tenho em casa e posto aqui.

NOVIDADE MUITO BOA: Conversando com o Rafael que trabalha comigo, falei da campanha da carona solidária e resolvemos conversar com os estudantes que participam do projeto de comunicação na escola que trabalho. Eles gostaram muito de fazer a campanha da carona solidária no bairro da escola, especialmente porque dia 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro. Como não vou estar aqui, pedi para o Rafa gravar e me enviar para que possa publicar aqui!!! A proposta é eles saírem na rua incentivando as pessoas a não utilizarem o carro no dia 22 e darem caronas nos outros dias. O texto que eles montaram está mostrado aqui no vídeo. Muito bom poder envolver a galera do ensino médio nesta ação também!! Além do meu colega, é claro! Existe tanta gente querendo e fazendo por um mundo melhor! :)

Por enquanto é isso pessoal, vejam o vídeo:

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

1ª ETAPA : 5, 4, 3, 2, 1 JÁ!


Olá!!! Estou muito empolgada com esse jogo.

Tenho me dado conta de que, mesmo ainda sem estar com vocês em janeiro, o GSA já está gerando ótimos frutos em mim e na minha realidade. Fazer parte dessa rede está me dando força para realizar ações que já queria ter feito há muito tempo. Então, devo dizer que me sinto grata, de verdade.

Bom, vamos ao que estou fazendo por enquanto:

1 - Pesquisa sobre Carona Solidária

Li e reli diversas matérias, blogs e sites sobre carona solidária. Achei alguns muito legais. Para a minha surpresa, encontrei uma ação da Secretaria do Verde de Sampa e dois sites que promovem encontros de caronistas e caroneiros na cidade. Me inscrevi e estou testando. Logo mais conto o que achei sobre essas ações. Abaixo, seguem os linksmais interessantes :



2 - Texto para início da Campanha


Comecei a produção do texto da Campanha. Fiz uma copilação de diversas matérias e conteúdos que encontrei sobre o tema e adaptei para a minha realidade. Acabei de enviar para a Dani Marino e ela vai me retornar com sugestões. Eba!! É muito bom ter apoio e poder contar com as pessoas (pareço até piegas falando isso, mas é bom mesmo!!). Abaixo, apresento a primeira versão:


Quantas pessoas cabem no seu carro?!

Quem vive em São Paulo sabe que boa parte do dia é gasta apenas nos longos e, aparentemente, intermináveis congestionamentos. Segundo o Detran, dos veículos existentes no país, cerca de 8,5 milhões se encontram na Região Metropolitana de São Paulo.

É por isso que vemos grandes congestionamentos em São Paulo, com o trânsito lento se estendendo por quase 200 km nos horários de maior movimento. São longas horas perdidas nas filas e, o que é pior, com os carros, ônibus e caminhões despejando centenas de toneladas de poluição pelos escapamentos.

Dados da CET apontam que, na capital paulista, a taxa de ocupação de automóveis particulares é de 1,49 pessoa por veículo. São 64% dos carros trafegando apenas com o motorista e 27% com o condutor e um passageiro.

Os veículos são, hoje, a principal fonte emissora de poluentes nas regiões metropolitanas do Estado de São Paulo. Acabou aquela idéia de que poluição sai das chaminés das fábricas. Somente na Grande São Paulo, 95% das emissões de monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos saem dos veículos.

Com esses dados, fica a pergunta: como diminuir, então, os engarrafamentos diários das grandes cidades? Uma proposta interessante é a Carona Solidária. Nada mais é simples do que dar carona!!

Carona solidária (em língua inglesa: Carpool ou Carpooling) é o uso compatilhado em alternância de um automóvel particular por duas ou mais pessoas, para viajar juntos durante o rush para o trabalho ou a escola. Em geral, todos os participantes são proprietários de um auto e alternam seu uso, economizando assim em despesas de viagem e contribuindo à redução do congestionamento e diminuindo a poluição do ar, e a emissão de gases do efeito estufa.

A carona solidária é uma das medidas da gestão da demanda de tráfego altamente incentivada nos Estados Unidos, no Canadá e vários países da União Européia para aliviar os problemas crônicos de congestionamento viário. Nesse e outros países se reservam faixas exclusivas para os veículos de alta ocupação (em língua inglesa: high-occupancy vehicle (HOV) lanes) permitindo aos participantes da carona solidária, outros usuários que viajam com pelo menos um ou dois passageiros, e os veículos do transporte público, ultrapassar os veículos que ficam quase parados no congestionamento nas outras faixas do corredor.

Quantas pessoas cabem no seu carro?

Você já parou pra pensar que o seu colega de trabalho pode morar em seu bairro? Ou que o amiguinho de escola do seu filho pode ser o seu vizinho?
Está na hora de pensar coletivo para uma cidade mais limpa e agradável.
Seja solidário. Dê carona.

Vamos dividir esta responsabilidade começando pelo nosso prédio. Dê um lugar para a cidadania no seu carro!

Como? Inclua nesta tabela seus dados, coloque embaixo da porta do apto 302 ou entregue para Zé Francisco (zelador).

NOME
APTO
TRAJETO
HORÁRIO
DIAS DA SEMANA

Assim que recebermos retorno dos apartamentos, vamos montar uma tabela e divulgá-la. Aguardem!

Você tem sugestões? Coloque no verso do papel.

Cabe a cada um de nós fazer parte da cidade melhor que queremos. Obrigada!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A gente não está sozinho

Vencer a timidez foi o primeiro passo. Não é fácil falar com as pessoas e ter a possibilidade de ouvir um não. Algo dentro de mim se mexe muuuito e tenta por diversas vezes me fazer parar. Mas, saber que outras e outros guerreiros estão nessa empreitada me deu forças para agir e vencer o meu eu boicotador. É como dizem: o não eu já tinha...e fui em busca do sim!!

Primeira parceria: Zelador

O zelador do meu prédio, Francisco, é uma figura. Ele é um faz tudo e está sempre disposto a ajudar. Mas não gosta de incomodar o "Seu Carlos", dono do prédio. Bom, fui conversar com ele sobre a proposta da carona solidária. Ele disse que gostou muito da idéia e que pode me ajudar distribuindo em todos os apartamentos os panfletos da campanha. Mas que eu não poderia colar a tabela nas paredes do prédio, pois para isso precisa da autorização do Seu Carlos e ele não apareceria tão cedo no prédio. Decidi deixar assim mesmo e fazer no próprio panfleto uma tabela. Os moradores podem devolver a tabela por baixo da minha porta com as informações necessárias. Assim, ainda economizo papel! (A última vez que precisei de algo com urgência, acabei "passando por cima" do Francisco e fui falar com o seu Carlos. O Francisco ficou chateado comigo, então, preferi não fazer isso de novo).

Segunda parceria: Guto, novo vizinho

Esses dias estava subindo da garagem para o meu apartamento ( não tem elevador no prédio, então os moradores se cruzam nas escadas) e cruzei com o Guto. Não o conhecia ainda, pois ele é novo no prédio. Ele e seu amigo são recém formados em Arquitetura e Urbanismo e acabaram de se mudar. Conversamos um pouco e soltei a proposta da campanha. Ele curtiu, disse: "eu e meu amigo estamos à disposição. O mundo precisa ser mais humano. Vamos fazer a nossa parte!". Uebaaaaaaaaaaaa!!! De surpresa, uma nova parceria! Adorei!
Combinei com ele, então, de fazer o panfleto e entregar para ele. Ele ficou de passar para outros amigos dos prédios vizinhos também. Pelo visto, a campanha será ampliada! Acho que Guto pode me ajudar bastante a incentivar as pessoas a participarem. Ele é bom de papo.

Terceira parceria: Dani Marino (Guerreira Sem Armas)

Lendo os blogs dos outros guerreiros em jogo, descobri que eu e a Dani Marino pensamos praticamente na mesma idéia. Em um primeiro momento, me comuniquei brevemente com ela. Depois, a partir da chegada da proposta do nível 5, pensei que ela é uma potencial parceira nessa empreitada: ela é uma guerreira!! Decidi escrever um post para ela a convidando para me ajudar a escrever o texto da carona solidária. Estou aguaradndo a resposta, mas acredito que será positiva!! Com certeza, podemos ampliar nossa ação contando uma com a outra!

Quarta parceria: Reinaldo, maridão

Conversei com meu querido companheiro sobre a campanha e ele topou ajudar. Estarei na Índia do dia 18 de setembro ao dia 4 de outubro fazendo um curso de mobilização por meio de histórias em quadrinhos (Aqui o flickr do Sharad Sharma, jornalista e cartunista com quem vou fazer o curso: http://www.flickr.com/photos/worldcomics/), por isso me preocupo agora com a continuidade da campanha na minha ausência. Meus parceiros serão essenciais para que essa idéia continue enquanto eu não estiver aqui. Como o Rei AMA excel, ficou responsável por montar a tabela dos apartamentos que devolverem o panfleto. Essa semana vou apresentá-lo ao Guto e pedir para que os dois retornem a tabela fechada aos moradores e incentivem os que não devolveram a participar.

Agora preciso colocar a mão na massa. Fortalecer essas parcerias, escrever o texto, imprimir e copiar os panfletos e distribuir!! Preciso montar um cronograma mais claro também com os meus parceiros para que possa acompanhar à distância!! Vamos lá!!!

A gente não está sozinho meeeeeeeesmo!! E isso é muito, muito bom! :)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Grandes idéias nascem de pequenas causas

COMUNIDADE: prédio

O QUE PODE SER MELHORADO: cooperativismo e uso de automóvel por uma só pessoa.

O dono construiu o prédio na década de 70 e aluga todos os apês. Existem cerca de 30 apartamentos com inquilinos variados, desde famílias à casais e grupos de amigos. São dois tipos de apartamentos: os de dois dormitórios, que têm direito à uma vaga para carro, e os de três dormitórios, com direito a duas vagas. Todas as vagas são utilizadas, sendo cerca de 50 carros. Sempre quando saio de carro vejo que, além de mim, todas as pessoas saem sozinhas. É verdade!! ACHO QUE NUNCA VI NINGUÉM SAINDO COM O CARRO CHEIO, COM TRÊS OU MESMO DUAS PESSOAS! É INCRÍVEL! Principalmente durante a semana (de segunda à sexta-feira).

COMO RESOLVER (DETALHES): Organizar os destinos das pessoas e incentivar a carona solidária.

1º passo (1ª semana): conversar com o zelador e o dono do prédio sobre a possibilidade de colocar cartazes sobre carona solidária nas paredes do prédio (principalmente nas escadas e na garagem) e entregar panfletos em cada apartamento.

2º passo (1ª semana): Convidar o zelador, meu companheiro e meu vizinho ( que tenho mais contato) para produzirem comigo o material sobre carona solidária, já envolvendo assim alguns moradores na “Campanha”.

3º passo (2ª semana): distribuição da “Campanha”, com explicação de como funciona a proposta.

4º passo (2ª semana): Afixar na porta de saída da garagem uma lista com os números de apartamentos, nomes das pessoas, local de trabalho e horário médio de saída e chegada a ser preenchido. Pedir para as pessoas preencherem.

5º passo (3ª semana): bater os dados e divulgá-los. Exemplo: apartamento 302, 41 e 22 vão para Santo Amaro no mesmo horário.

6º passo (3ª e 4ª semanas): conversar com as pessoas e incentivá-las a oferecer carona: Pelo menos, dê uma chance! Tente! Incentivar com que conversem e organizem as caronas com os apartamentos que oferecem possibilidade de carona solidária.

7º passo (6ª e 7ª semanas): um mês após o início da “Campanha” fazer avaliação (entrevistar os moradores que deram ou não caronas) e divulgar aos moradores os resultados.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

MEU CONSUMO



Qualquer coisa que você consuma tem um reflexo no mundo

1 - Há um mês, mais ou menos, faço parte da Rede Freecycle (http://groups.yahoo.com/group/SaoPauloFreecycle/?v=1&t=search&ch=web&pub=groups&sec=group&slk=1) que promove o reuso gratuito de produtos. Lá, você pode oferecer algo que não necessite mais ou pedir alguma coisa que esteja necessitando. Assim, não precisa consumir, pois os produtos são reutilizados. Desde que entrei não pedi nada, não consegui ainda encontrar algo que precise. Eu perdi meu celular e ofereci todos os equipamentos que vinham com ele. Entregui para a pessoa que quis e foi uma sensação bem boa!

2 - Meu principal consumo semanal é de produtos alimentícios. No supermercado: frutas frescas e secas, pão, queijo, verduras e legumes. Tem também almoço por quilo e jantar em restaurante. Depois dessa semana decidi reduzir drasticamente minhas idas a restaurantes. Nas duas vezes que fui esta semana, as comidas não eram realmente boas e gastei muito mais do que o valor real delas. Para não me arrepender de novo, vou cozinhar mais em casa com meu companheiro e amigos.Aprendendo a utilizar restos de frutas e verduras!

3 - No livro Energia Vital diz que utilizar detergente faz mal a saúde, uma alternativa é o sabão de coco. Nesta semana lembrei disso, pesquisei sobre e li que o detergente, além de fazer mal a saúde, polui o meio ambiente. Resolvi, então, me mexer essa semana e definitivamente trocar o detergente por sabão de coco que já tinha em casa. Em uma rápida pesquisa na net, também verifiquei sobre a possibilidade de se fazer produtos de limpeza caseiros e não poluentes. Já está na minha lista, junto com a produção de janta em casa!


4- Percebi que utilizo muito a impressora. Claro que não desmedidamente, mas vi que poderia maneirar mesmo assim. Trabalho diretamente com textos e é muito difícil fazer uma boa revisão diretamente no computador. Muitas erros passam. Essa semana, tudo que imprimi pensei se eu realmente precisava do material impresso, caso positivo, reduzi ao máximo as margens da folha, diminui o espaçamento , o tamanho da fonte e imprimi dos dois lados. Simples e eficiente.


5 - Comprei um presente para uma amiga e recusei a sacola da loja. Fiquei carregando o presente na mão, o que não foi muito confortável. No dia seguinte peguei uma bolsa de pano e coloquei na bolsa. Assim, quando precisar, tenho à mão.

6 - Como não pratico esportes freqüentemente, tenho o costume de andar a pé bastante e de subir escadas. Continuei fazendo isso.



7 - Percebi que, mesmo andando bastante, poluo e gasto muito dinheiro com o meu carro. Cerca de 30 reais de álcool por semana!!! Como meu trabalho é longe e, indo de carro eu e meu colega demoramos 1 hora a menos para chegar, não cogitei na possibilidade de deixá-lo em casa para ir ao trabalho. Mas, quando resolvi sair com as amigas fui de metrô e ônibus. Uma deles me deixou em casa pós balada. Foi ótimo!! Decidi não utilizar o carro além de ir ao trabalho. Já é demais!!!



8 – Colocar o computador do trabalho em modo de espera quando vou sair por um tempo da sala e desligar os que não estão sendo usados. Percebi que eles ficavam ligados o dia inteiro, mesmo sem ninguém usando.

9 - Produtos transgênicos : troquei pão Pullman por pães caseiros (salgados e doces) produzidos por um casal de amigos. Muito mais gostosos e saudáveis!!! Encontrei a algum tempo atrás essas informações sobre produtos trangênicos, mas não tinha ainda comprado os pães dos meus amigos. Vocês me ajudaram a fazer isso!!
Mais informações sobre produtos transgênicos: Guia do Consumidor do Greenpeace. http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/consumidores/guia-do-consumidor-2

10 - Tinha até esquecido de colocar água e luz. Meu banho dura cerca de 5 minutos, desde que cortei o cabelo curtinho! O básico de fechar a torneira ao escovar os dentes e lavar a louça é sempre feito. E as luzes, procuro utilizar na medida certa. Esses itens já estão incorporados ( isso me fez lembrar minha depend~encia com o carro..hunft!)

Fui uma oportunidade incrível de me observar mais. É muito bom saber que outras pessoas guerreiras estão fazendo isso também, se tornando mais conscientes. Dá força!! Grata!!!

MEU EXCESSO



Por menos que eu tenha, ainda assim alguém tem muito menos ainda

Roupas, muuuuuitas roupas!!! Como vocês podem ver nas fotos tenho muitas roupas. Não que eu seja vaidosa e que queira estar na moda, pelo contrário: tenho bastante preguiça de procurar uma roupa no guarda-roupas. Mas, minha querida mamis é super, hiper, mega consumista e sempre me dá roupas novas. Por mais que diga que não quero, não preciso, ela fica ofendida e continua me presenteando com roupas. A alguns meses atrás, decidi não mais comprar roupas: se a minha mãe ia me dar eu ia ficar com essas então. Não preciso de mais! Foi a minha constatação na época. Se eu resolvesse comprar algo que gostasse muito, teria que escolher duas roupas para doar para alguém. Uma troca.

Além disso, decidi tirar todas as roupas e ver o que realmente queria. Depois de tirar QUATRO SACOLAS, sim quatro sacolas grandes, do meu guardaroupa ele ainda ficou lotado, como podem ver. Decidi, então, separar as roupas e prestar atenção nas que não iria usar nos próximos meses. Qual a minha grande surpresa quando, nessa semana, tiro todas as roupas do armário, coloco em cima da cama e vejo que A MAIORIA eu não uso? Pois bem, foi difícil, mas me desfiz de TODAS que não uso. Estou muito mais leve, meu armário e minha casa também. A energia circula melhor, livremente. Não vou poder dizer exatamente quantas foram, pois esqueci de contar, mais aproximadamente foram:



1 – Três casacos;
2-Vinte camisetas, camisas e blusinhas;
3- Cinco calças;
4- Cinco bermudas;
5- Dois vestidos;
6- Quatro bolsas;
7-Três calçados;
8-Cinco blusas de frio.

Sim, são muitas roupas. E, o que eu fiz com elas? Bom, primeiro levei para aminha mãe e mostrei a quantidade de roupas e o desperdício que é ela me presentear com aquilo. Ela ficou meio na defensiva e retraída no início. Mas conversamos e disse que quando ela quiser me presentear pode me perguntar o que gostaria de ganhar. Ela aceitou o combinado. Estou bem feliz!! :)

Depois, levei as roupas para o colégio onde desenvolvo um projeto de comunicação e educação. Nesse colégio tem um projeto chamado Aprendizagem Solidária, no qual os alunos promovem várias ações solidárias. Uma delas é o Feirão Solidário que vende roupas a um real para famílias de baixa renda. O dinheiro é revertido em materiais de saúde ou educação para as crianças dessas famílias. O próximo Feirão terá uma boa contribuição minha. E é claro, que quero participar!

MEU LIXO



Meu lixo é o luxo para o outro


1 – Faço coleta seletiva de lixo há pouco mais de um ano. Quando resolvi separar meu lixo para reciclagem fui atrás das empresas que recolhem o lixo para saber se o caminhão da coleta seletiva passava no meu bairro e como fazer, caso não passasse, para que fizesse isso. Pois bem, depois de diversas (muitas mesmo!) tentativas inúteis com o telefone da prefeitura e conversas com o porteiro do meu prédio, Zé Francisco, descobri que não adiantava em nada separar o lixo em casa e deixar na lixeira central do prédio já que o caminhão comum de lixo iria juntar tudo e que o meu lixo ( luxo para outros), iria acabar em um lixão qualquer.


Comecei a levar, então, o sistema de reciclagem do Pão de Açúcar. Uma vez por semana, eu (ou meu companheiro)levo meu lixo lá e separo o lixo reciclável nas respectivas latas.
Em casa separo apenas reciclável de orgânico e no Pão de Açúcar separo os recicláveis.

2-Quanto lixo meu Deus!!! Como escrevi a alguns posts atrás, iniciei um processo de observação consciente. Não é um processo fácil, é necessário vontade, mas tem me levado a perceber muitas e muitas coisas. Essa atividade, de elencar meu lixo da semana tem me deixado um pouco atônita já algum tempo, quando tenho começado a observar o quanto eu sou responsável por colocar de lixo no mundo. E olha que não é pouco! Mas, também, não é muito, pois tenho conseguido reduzir, mas vamos lá:

1- Cascas e sementes de frutas, restos de verduras, chá verde e café: banana, quiuí, goiaba,jabuticaba, mixirica,mamão papaia e pêra (como umas três porções de fruta por dia, tem que ser uma diferente a cada dia, segundo orientações médicas); sempre sobra verduras na geladeira que tenho de jogar fora. Me disseram que posso fazer sucos e comidas com restos de comida, vou pesquisar essa semana como fazer isso. O resto do chá e o papel do café vão sempre para o lixo. Me disseram para comprar coador de pano!! Vou fazer isso neste final de semana.


2- Potes de produtos de beleza, como Shampoo, Condicionador, cremes para o corpo. Nossa!! Tenho muitos em casa, cada semana um diferente acaba. Nesta foi o creme para pentear. (Resolvi parar de comprar tantos e tão variados cremes. Agora, só aqueles de embalagem recarregáveis, mas, antes, vou investigar as empresas)

3- Restos de comida do almoço: duas vezes por semana almoço em um resturante por quilo e SEMPRE sobra comida. Todo dia penso em ser mais econômica e não ter os olhos maiores que a boca, mas por mais que pareça uma coisa simples, para mim é bem difícil. Ou eu não gosto do sabor da comida (parecia trativa, mas os abor era ruim) ou não aguento mais comer o que coloquei. Sempre sobra alguma coisa. Quando fazia análise, minha terapeuta dizia que era medo do final das coisas. Loucuras e nóias a parte, decidi ir almoçar não com tanta fome, um pouco mais cedo. Funcionou um pouco: sobrou menos restos no prato. Não estou satisfeita, mas é o início.

4- Isopor que vêm o queijo. Não mais comprar queijo que vêm com prato de isopor!!! Se não, é um isopor por semana!!!Que horror!!!




5- Embalagens Tetra Pak de sucos de frutas e leite: NUNCA MAIS! Esses dias assisti uma reportagem sobre como é complicado reciclar esse tipo de embalagem, apesar da empresa estar desenvolvendo um processo. Conversei também com um amigo que disse que só nós brasileiros usamos essas embalagens, porque o restante do mundo já percebeu o quão poluidor é. Não sei se é verdade, mas percebi que consumo, pelo menos, uma embalagem por semana. Decidi fazer suco de frutas naturais e me diverti tanto fazendo ( e ficam muito mais gostosos!). Fiz suco de maraujá com canela e suco de morango com caju. Hummmmmmmmmm!!!! Não tomo leite, mas meu companheiro toma. Conversei com ele para pesquisarmos leites em garrafas retornáveis. Ainda não fizemos isso. Acredito que nas compras no final de semana.


6- Tupperware de plástico: tenho um amigo que é cozinheiro Vegan e cozinha mensalmente para mim, assim, nem sempre almoço no restaurante por quilo. Essa semana percebi a quantidade de embalagens plásticas que utilizo para comer. Eu as guardo para serem re-utilizadas no mês seguinte, mas uma hora não estarão mais em condições. Então, lembrei que tinha lido em um livro sobre alimentação saudável chamado Energia Vital, que faz muito mal esquentar comidas congeladas em material de plástico. Que o ideal é utilizar vidro ou cerâmica. Resolvi utilizar duas grandes embalagens de cerâmica que tenho em casa e comprar mais. Vou trocar os tupperware(palavra estranha de se escrever!) de plástico pelos de cerâmica!!


7- Guardanapo, cartas e papel higiênico: bom, não dá para ficar sem o segundo e economizá-lo é bem difícil. Mas os guardanapos podem sim ser economizados. Percebi que posso comer prestando bastante atenção aos meus movimentos que a necessidade de utilizar o guardanapo é bem reduzida. Assim, só preciso lavar as minhas mãos e boca ao final de cada refeição. Antes, meu lixo continha, pelo menos, 5 guardanapos: para as três porções de frutas, para o almoço e para a janta. Essa semana ainda não precisei usar nenhum. As cartas de banco e propagandas vão sempre para o lixo. Um inferno!! Já solicitei para não mandarem um tempo atrás, mas é como spam: parece que não para nunca!!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Quem estou

Quem você está agora, nesse momento da sua vida?
Como se sente?
Quais são suas dúvidas profissionais?
Quais são os seus sonhos?
Quais são os seus desafios?



Há algum tempo, tenho percebido em minha vida momentos de crise. Momentos em que eu mesma e as circunstâncias externas colocamos em xeque valores e missões. Quem sou eu? O que quero? Qual o objetivo da minha vida? São algumas das perguntas que abrem essas crises. Hoje estou em uma delas e tenho olhado com atenção para esse momento e percebido que uma crise é uma valiosa oportunidade. Depois da tormenta sempre vêm o sol...e coisas novas, limpeza....é importante deixar as coisas velhas irem para abrir espaço ao novo.

Estou à mil. Estou buscando colocar meus pensamentos e sentimentos em ordem e buscando olhar para eles de outra forma: eu não sou meus pensamentos!Eu não sou minhas emoções! Eu sou o que faço com eles, o que levo deles, o que deixo que façam comigo! Estou agora, nesse momento da minha vida, buscando ter um olhar mais perceptivo em relação às minhas ações. Colocar real atenção em tudo que faço e que penso ser. Mas não uma atenção julgadora e crítica como costuma ser....uma atenção imparcial, que observa e sabe. Estou buscando criar um observador em mim, que entende que cada pensamento é só um pensamento e que depois de um, vem outro e outro e outro...sem fim. Estou buscando criar um observador em mim que sabe que a vontade real não é circunstancial, não depende das circunstâncias externas para acontecer. A vontade não é um mero desejo de fazer algo, que muda conforme a música da vida. A vontade é essencial, é algo que sem, não se pode viver, não existe razão. É dessa vontade que falo, e é ela que estou buscando hoje em mim.

Ahhhhhhhhhhh!!! Minhas dúvidas profissionais! Para falar delas hoje preciso de um tempo. Um tempo para contar uma historinha. Na faculdade conheci a Educomunicação e comecei a acreditar em alguma coisa. Acreditar que mudar a ordem imposta era possível. Mergulhei na educomunicação e me envolvi em diversos projetos. Realmente me entreguei. Com a força que só a juventude tem, eu e meus amigos passamos por experiências marcantes na Febem (se existe algo marcante em minha vida, foi isso). Desde então, tenho visto minha atuação profissional como algo que não é mais uma área da minha vida, como dizem por aí. Família, Amigos, Profissão, Saúde. Não...minha atuação profissional tem muito mais a ver com a vontade que disse acima do que uma área a ser completada, uma função a ser realizada. É como uma militância, no melhor dos sentidos da palavra. Não acho que sou capaz de mudar o mundo. Sei que sou capaz de fazer da minha vida um veículo para esse mundo melhor que sonhamos. Pois se não é um sonho coletivo, também não vale a pena ser sonhado. Se tenho dúvidas hoje? Sempre! Dúvida é sinal de sanidade...hehhehe...



Sempre me ponho em dúvida quando o assunto é esse. Será que o que faço é suficiente? Será que é o bastante? O que mais posso aprender para aplicar e compartilhar? E além de dúvidas, tenho medo. Medo de não ser forte o suficiente e cair na conversa do mercado, do capitalismo selvagem. Tenho medo de não ser forte o suficiente para encarar as injustiças da vida de frente e trabalhar duro para mudá-las. Mas aí, no meio das dúvidas e medos, existem pessoas. Pessoas lindas e seus sonhos. Que sempre nos alimentam a alma e dão certezas e segurança suficiente para acreditar na vontade, naquele espaço dentro de mim que diz o caminho. Um caminho que nunca me arrependo de seguir, mesmo quando percebo que estou remando contra a maré.

Sonho. Tem palavra mais bonita que essa? Talvez sim, mas que “sonho” tem a sua beleza, ah...isso não há como negar. Acho que os sonhos são as coisas mais belas e puras de um ser humano. Eles vêm daquela luz interior que gera mais luz. Eles são pura luz! Iluminam os nossos caminhos, impulsionam a seguir.Tenho muitos sonhos. Cada dia mais. Sonho, sonho, sonho e não ligo pra quem dizer que quem é sonhador é bobo, não realiza. Tenho um grande amigo que se diz sonhalista: sonhador, idealista e comunista. Acho uma graça. Qual a sua profissão? Sonhalista. Heheheh Eu não sei se sou sonhalista. Nunca gostei de rótulos. Mas sonho e muito. Sonho, principalmente, que o nosso mundo seja tudo que ele pode ser. Sonho, que toda a beleza, harmonia e verdade que existe no mundo se amplie e contagie. Sonho que eu possa fazer das minhas ações e de meu tempo (com esse nome, corpo e possibilidades) o mais verdadeiro possível. Que eu consiga, apesar de minhas dificuldades, fazer o que sei que tenho que fazer. O motivo de eu estar aqui. (Estou ficando muito esotérica?! Vocês que fazem perguntas transcendentais! heheheh) Sonho que todas as pessoas tenham possibilidade de sonhar. Sonhar, sonhar, sonhar muuuuuito. Porque não há nada mais passível de realização que os sonhos, principalmente se são sonhos que se sonha junto (Junto sempre é tão melhor! Que nem uma frase que vi em um filme: “A felicidade só existe quando é compartilhada!”. É isso aí!!)



Desafio! Êeee palavra gostosa!!!Quem precisa de desafios põe o dedo aqui!!! Sou louca por desafios, quanto mais e mais desafiantes melhor. É assim que cresço, que aprendo com meus tropeços, que me recrio e me vejo com mil novas formas, e caras e essência e tudo o mais! Hoje, vejo que meu principal desafio sou eu mesma. Manter-me consciente de minhas atitudes e seguir meus sonhos e vontade. Agora, todos nós juntos temos muitos desafios. Nós deixamos o mundo ficar do jeito que está (preciso elencar os problemas? Acho que não...). Então, nesse sentido, eu tenho milhares de desafios. São muitos, mas como eu disse acima: quem não precisa e não gosta de desafios?! Existem desafios que só eu posso enfrentar e desafios que devem ser enfrentamos coletivamente e colaborativamente, se me permitem arriscar! ;)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Quem eu sou!

"Muitos me chamarão de aventureiro, e o sou; só que de um tipo diferente, dos que arriscam a pele para defender suas verdades." (Ernesto Guevara)

Não acho que um ideal valha mais que uma vida, mas acredito sim no militante dentro de nós, no inconformista, no revolucionário. Naquele eu que não aceita, que parte em busca do que acredita e que não mede esforços para construir um mundo melhor.

O mundo em que vivo é um mundo que coloca a competição acima das pessoas. O certo é um ganhar do outro, ser mais que o outro. Empates não são permitidos. Mas o que é o empate se não a igualdade? A alegria da vitória dos dois lados? A possbilidade dos dois saírem ganhando?
Vivo em uma cidade que nos engole, nos sufoca, mas que, ainda assim, apresenta mil possibilidades...como a vida. Sempre há alternativas.

Gosto de enxergá-las, de partir do pouco e construir um mundo. Acredito que preciso saber mais de cooperação, de comunhão, de mobilização, de fazer junto. Preciso de mais coletivo e menos individualismo. Acho que o mundo precisa mais disso também. Quero aprender com ele e dar em retorno o que ele me deu: vida e possibilidades.

Agradeço a possibilidade de participar e de estar em luta. Uma luta sem armas!!!!

Carol (São Paulo - São Paulo - Brasil)