sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Lixo Humano

Quando li " Vidas Desperdiçadas" de Zygmunt Bauman foi bem difícil. Já havia lido sobre a situação dos refugiados, mas a forma como ele escreve me tocou profundamente. Quando vi que o Action Day tinha como tema a pobreza, comecei a pensar sobre o que colocaria aqui. A pobreza tem tantos aspectos que podem ser abordados... Então, me lembrei desse sociólogo e de seu livro que tanto me tocou. Encontrei esta entrevista com ele, mas indico que leiam o livro. Ficar parado é impossível depois dele. Sacode dentro para sacudir fora. E o mundo precisa meeesmo de saculejadas. Mesmo, mesmo.




Entrevista com o sociólogo Zygmunt Bauman, autor do famoso "O mal-estar da pós-modernidade".

Como amar em um mundo assustador?


Há anos o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, professor emérito da Universidade de Leeds e de Varsóvia, dedica-se a retratar as desastrosas consequências sociais de uma modernização que privilegia apenas uma minoria. Prestes a completar 80 anos, o autor dos best-sellers "O mal-estar da pós-modernidade" e "Amor líquido" está mais activo do que nunca: dois novos livros estão chegando ao Brasil, ambos pela Jorge Zahar Editor. Em "Vidas desperdiçadas", Bauman faz um prognóstico assustador: o crescimento incontrolável do "lixo humano", pessoas descartáveis ou "refugadas", como prefere que não puderam ser aproveitadas e reconhecidas numa sociedade cada vez mais seletiva. O outro lançamento é "Identidade", uma entrevista que concedeu ao jornalista italiano Benedetto Vecchi, em que reforça seus conceitos sobre a crise de identidade imposta pela modernização. Em entrevista exclusiva ao jornal O Globo, 5-11-05, Bauman analisa a fluidez dos relacionamentos amorosos, compara a vida em sociedade ao "Big Brother", critica o combate militar ao terrorismo, comenta o "jeitinho brasileiro" e nega o rótulo de pessimista: "Acredito fortemente que um mundo alternativo seja possível", diz ele.



O seu livro "Amor líquido" é um sucesso comercial no Brasil. Na sua opinião, por que as pessoas têm se interessado tanto pelo assunto? Por que a idéia de durabilidade das relações amorosas nos assusta tanto?



ZYGMUNT BAUMAN: As relações amorosas estão hoje entre os dilemas mais penosos com que precisamos nos confrontar e solucionar. Nestes tempos líquidos, precisamos da ajuda de um companheiro leal, "até que a morte nos separe", mais do que em qualquer outra época. Mas qualquer coisa "até a morte" nos desanima e assusta: não se pode permitir que coisas ou pessoas sejam impedimentos ou nos obriguem a diminuir o ritmo de vida. Compromissos de tempo indeterminado ameaçam frustrar e atrapalhar as mudanças que um futuro desconhecido e imprevisível pode exigir. Mas, sem esse compromisso e a disposição para o auto-sacrifício em prol do parceiro, não se pode pensar no amor verdadeiro. De facto, é uma contradição sem solução. A esperança ainda que falsa é que a quantidade poderia compensar a qualidade: se cada relacionamento é frágil, então vamos ter tantos relacionamentos quanto forem possíveis.



O senhor está casado com a mesma mulher há 56 anos (a também socióloga Janina). Há segredo para uma união duradoura em tempos de "amor líquido", em que os parceiros são descartados de acordo com a sua funcionalidade?



BAUMAN: Quanto mais fácil se torna terminar relacionamentos, menos motivação existe para se negociar ou buscar vencer as dificuldades que qualquer parceria sofre, ocasionalmente. Afinal, quando os parceiros se encontram, cada um traz a sua biografia, que precisa ser conciliada, e não se pode pensar em conciliação sem fazer concessões e auto-sacrifício. Eu e Janina, provavelmente, consideramos isso mais aceitável do que a perspectiva de ficarmos separados um do outro. No fim das contas é uma questão de escolha, do valor que se dá a estar junto com o parceiro e da força do amor, que torna o auto-sacrifício em prol do amado algo natural, doce e prazeroso, em vez de amargo e desanimador.



A sociedade fragmentada que o senhor apresenta em "Vidas desperdiçadas" não estimula a individualização e o sentimento de medo ao estranho que foram apresentados em "Amor líquido"?



BAUMAN: Claro. Nos comportamos exactamente como o tipo de sociedade apresentada nos "reality shows", como por exemplo, o "Big Brother". A questão da "realidade", como insinuam os programas desse tipo, é que não é preciso fazer algo para "merecer" a exclusão. O que o "reality show" apresenta é o destino e a exclusão é o destino inevitável. A questão não é "se", mas "quem" e "quando". As pessoas não são excluídas porque são más, mas porque outros demonstram ser mais espertos na arte de passar por cima dos outros. Todos são avisados de que não têm capacidade de permanecer porque existe uma cota de exclusão que precisa ser preenchida. É exactamente essa familiaridade que desperta o interesse em massa por esse tipo de programa. Muitos de nós adoptamos e tentamos seguir a mensagem contida no lema do programa "Survivor": "não confie em ninguém!" Um slogan como esse não prediz muito bem o futuro das amizades e parcerias humanas.



Em "Vidas desperdiçadas" o senhor menciona a questão criada por "imigrantes" em busca de um Estado que os proteja e lhes dê sobrevivência. De que modo os recentes atentados terroristas nos EUA e Europa são uma conseqüência dessa "marginalização" de seres humanos?



BAUMAN: A globalização negativa cumpriu sua tarefa. As fronteiras que já foram abertas para a livre circulação de capital, mercadorias e informações não podem ser fechadas para os humanos. Podemos prever que quando e se os atentados terroristas desaparecerem, isso irá acontecer apesar da violência brutal das tropas. O terrorismo só vai diminuir e desaparecer se as raízes sociopolíticas forem eliminadas. E isso vai exigir muito mais tempo e esforço do que uma série de operações militares punitivas. A guerra real e capaz de se vencer contra o terrorismo não é conduzida quando as cidades e vilarejos arruinados do Iraque ou do Afeganistão são devastados, mas quando as dívidas dos países pobres são canceladas, os mercados ricos são abertos à produção dos países pobres e quando as 115 milhões de crianças actualmente sem acesso a nenhuma escola são incluídas em programas de educação.



O que o senhor acha da afirmação de alguns acadêmicos que a globalização acabou e que o momento que vivemos agora é de vácuo pós-globalização?



BAUMAN: Não sei o que esses "acadêmicos" têm em mente. Até agora, a nossa globalização é totalmente negativa. Todas as sociedades já estão abertas. Não há mais abrigos seguros para se esconder. A "globalização negativa" cumpriu seu papel, mas sua contrapartida "positiva" nem começou a actuar. Esta é a tarefa mais importante em que o nosso século terá que se empenhar. Espero que um dia seja cumprida. É questão de vida ou morte da Humanidade!



O que será preciso acontecer para que nossa sociedade se dê conta da armadilha que caiu em busca da suposta "modernidade"?



BAUMAN: A civilização moderna não tem tempo nem vontade de reflectir sobre a escuridão no fim do túnel. Ela está ocupada resolvendo sucessivos problemas, e principalmente os trazidos pela última ou penúltima tentativa de resolvê-los. O modo com que lidamos com desastres segue a regra de trancar a porta do estábulo quando o cavalo já fugiu e provavelmente já correu para bem longe para ser pego. E o espírito inquieto da modernização garante que haja um número crescente de portas de estábulos que precisam ser trancadas. Ocasiões chocantes como o 11 de Setembro, o tsunami na Ásia, (o furacão) Katrina, deveriam ter servido para nos acordar e fazer agir com sobriedade. Chamar o que aconteceu em Nova Orleans e redondezas de "colapso da lei e ordem" é simplista. Lei e ordem desapareceram como se nunca tivessem existido.



O senhor aponta uma "crise aguda da indústria de remoção de refugo humano". É possível criar mecanismos de inclusão dos seres humanos "excessivos" e "redundantes"? A modernização implica, necessariamente, uma "lixeira humana"?



BAUMAN: Esse excesso de população precisa ser ajudado a retornar ao convívio social assim que possível. Eles são o "exército reserva da mão-de-obra" e lhes deve ser permitido que voltem à vida activa na primeira oportunidade. Os "redundantes" são obrigados a conviver com o resto da sociedade, o que é legitimado pela capacidade de trabalho e consumo. Em vez de permanecer, como era visto anteriormente, como um problema de uma parte separada da população, a designação de "lixo" torna-se a perspectiva potencial de todos. Há partes do mundo que se confrontaram com o antes desconhecido fenômeno de "população sobrando". Os países subdesenvolvidos não se disporiam, como no passado, a receber as sobras de outros povos e nem podem ser forçados a aceitar isso.



Países como Brasil, Índia e China são constantemente apontados como estratégicos para o século XXI. Ao mesmo tempo, são três países com grande número de "lixo humano", com alto índice de desemprego. Isso não é uma contradição?



BAUMAN: Certamente. Isso fica ainda pior quando os gigantes do século XXI, China, Índia, Brasil, entram no "processo de modernização". O número de "pessoas desnecessárias" crescerá. E aí há o grande problema que mais cedo ou mais tarde teremos que enfrentar: capacitar ou não China, Índia e Brasil a imitar o modelo de "bem-estar" adotado nos Estados Unidos em uma época em que "modernização" ainda era um privilégio de poucos? Para dar vazão, seriam necessários três planetas, mas nós só temos um para dividir.



Um dos mais importantes compositores brasileiros, Chico Buarque de Holanda, afirmou que "uma nação grande e forte é perigosa, mas que uma nação grande, forte e ignorante é ainda mais perigosa". Ter uma nação grande, forte e ignorante no comando do mundo como parecem ser os Estados Unidos da Era Bush não pode acirrar ainda mais o "refugo" dos seres humanos?



BAUMAN: Lamento não conhecer Chico Buarque: ele toca no cerne da questão. Até onde vai a situação de nosso planeta com um único superpoder, confundido e subjugado pela ilusão de sua repentina ilimitada liberdade? A elevação súbita dos Estados Unidos à posição de superpotência absoluta e uma incontestada hegemonia mundial pegou líderes políticos americanos e formadores de opinião desprevenidos. É muito cedo para declarar a natureza deste novo império e generalizar seu impacto no planeta. Seu comportamento é, possivelmente, o fator mais importante da incerteza definida como "Nova Desordem Mundial". Um império estabelecido pela guerra tem que se manter por guerras. Acabamos de ver isso no Iraque, apesar de todos saberem que era óbvio que bombardear e invadir o país não aniquilaria o terrorismo.



No Brasil, temos uma expressão muito popular, "jeitinho brasileiro", que representa a capacidade do povo de superar adversidades, sejam elas pequenos problemas do cotidiano ou não. O senhor acredita que há nações com seres "redundantes" que saibam sobreviver melhor do que outros?



BAUMAN: O que vocês chamam de "jeitinho brasileiro" é a maneira que a modernização nos obrigou a reagir. Um dos resultados cruciais da modernização é a dependência dos processos da vida humana pelos "jeitinhos". Isso implica o outro lado da mesma moeda: a vulnerabilidade crescente dos legítimos modos instruídos de viver.



Aos 80 anos, sua produção intelectual ainda é grande. O que o motiva a continuar escrevendo?



BAUMAN: Pierre Bourdieu ressaltou que o número de personalidades do cenário político que podem compreender e articular expectativas e demandas está encolhendo. Precisamos aumentá-lo, e isso só pode ser feito apresentando problemas e necessidades. O próximo século pode ser o da catástrofe final ou um período no qual um novo acordo entre os intelectuais e as pessoas que representam a Humanidade seja negociado e trazido à tona. Vamos esperar que a escolha entre estes dois futuros ainda seja nossa.



Todas suas obras apresentam um cenário bastante pessimista do mundo. Temos razão para acreditar em dias melhores?



BAUMAN: Rejeito enfaticamente essa afirmação. Optimistas são pessoas que insistem que o mundo que temos é o melhor possível; os pessimistas são os que suspeitam que os optimistas podem ter razão. Portanto eu não sou nem optimista nem pessimista, porque acredito fortemente que outro mundo, alternativo e quem sabe melhor, seja possível. Acredito que os seres humanos sejam capazes de tornar real essa possibilidade.



FONTE: http://somdoroque.blogspot.com/2007/07/entrevista-zygmunt-bauman.html

Action Day - Dia da Ação!!!! Dia de Agir...todo dia?



PARTICIPE: http://site.blogactionday.org

terça-feira, 7 de outubro de 2008

CONTINUAÇÃO...

Percebi que vai ser difícil ficar sem postar aqui! Me acostumei, sei lá! É estranho não ter mais esse canal de comunicação com vocês. É estranho porque de certa forma me vejo por meio deste canal também...

Por isso decidi publicar aqui algumas fotos dessa viagem linda para a Índia. Do pouquinho que tive a oportunidade de viver... Espero que gostem!!


Algumas faces da Índia... O rio Bhramaputra e o pôr do sol...
Pessoas, ah...





Eu e minha amiga Vivian, jornalista que foi comigo, em nossas andanças nesta terra tão colorida...


Produção de quadrinhos!!!












Distribuição!!!




Distruição de quadrinhos nas ruas de Guwahati a todo vapor!! Leiam, leiam!!!




Um pouquinho deste gostinho...dessa mobilização tão linda que rolou por lá. Em breve coloco aqui as HQs produzidas comas devidas traduções.


Até +!!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

avaliar e preciso!!!

Sempre acreditei que momentos de avaliacao sao essenciais. E quando paramos para pensar no que foi construido e podemos refletir sobre o que podemos melhorar e fazer para frente. Gostei muuuuuito de participar deste jogo, dessa caminhada com voces. Ela esta sendo muito importante pra mim. Esse estimulo de fazer parte dessa rede, me fez tomar coragem para colocar em pratica certas acoes que estavam guardadas a tempo. Me sinto mais forte e mais capaz de realizar. Percebi que as coisas simples sao as mais efetivas e importantes. Me sinto triste por nao ter conseguido concluir minha acao, se estivesse no brasil seria mais facil e mais eftiva.Mas feliz pela oportunidade de estar nesse pais tao distante e tao parecido com o brasil. Com certeza volterei daqui uma semana e poderei concluir ess acao e outras que tenho pensado a tempo em fazer.
Termino esse post com a certeza de que essa experiencia foi muito importante e que em janeiro terei  a oportunidade de colocar a mao na massa com vcs. Obrigada pelo caminho percorrido ate agora!!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Da india para o Brasil

Gente, ta uma loucura aqui. Bomb Blast em Delhi ( nao pudemos ficar no hotel que t'inhamos reservado, por causa da bomba) e em Guhati estamos em uma zona de conflito, militares para todo lado. Mas, o pessoal e fantastico. Estou fazendo curso com diversos jornalistas e jovens que trabalham com comunicacao em suas comunidades de diversas cidades ( eles chamam esta regiao de sete irmas). Voces imaginam a loucura que esta sendo, entao realmente so tive tempo para conversar com meu companheiro duas vezes e bem rapido. Este e o 10 minutos que tenho por dia para usar, mas faz dois dias que nao conseguimos conexao por aqui. Ele me disse que cerca de 10 apartamentosdevolveram o panfleto preenchido, mas que, pelo que ele viu, so 2 vao para mesma regiao. Mas ja e alguma coisa!!! Quando voltar vou entrar em contato com os apartamentos e orgnizar as caronas.

Gostaria de postar algumas fotos, mas me falta tempo para descarrega-las.

Beijos guerreiros!!! Saudades da comida e da energia desse Brasil lindo!!!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

2ª ETAPA: Distribuição



Olá pessoal!! Chegou a hora: estou embarcando. Daqui duas horas estarei viajando!!


Por agora, preciso contar o que rolou ontem. O pai de uma amiga faleceu e acabei passando parte da noite com ela, por isso meus planos de entregar os panfletos da campanha furaram.


Hoje de manhã, em meio às arrumações das malas, conversei com meu companheiro de aventuras, Seu Francisco, que se comprometeu a entregar os panfletos em mãos (como faz com o boleto do aluguel) para os moradores. Ele não concentiu que tirasse uma foto com ele para publicar aqui. Então, o que tenho para mostrar são partes do meu prédio...



Peço desculpas a todas e todos, mas com o tempo que tenho é isso que posso fazer. (percebi também que só parte do vídeo fez o upload, então, vou tentar fazer a distância).


Sei que isso não é uma campanha em ação acontecendo, nem o esperado...mas a campanha está rolando e, no final das contas, é isso que imprta e estou feliz por poder realizar isso, a partir dessa experiência.


Espero voltar com notícias boas do oriente.



Beijo!!




quarta-feira, 17 de setembro de 2008

2ª Etapa - Parte 1: Impressão

Olá pessoal!! Fiquei empolgada e, ao mesmo tempo, preocupada com o e-mail da Val. Mostrar!!! Filmar, fotografar, gravar....nossa!!! É bem legal, porque realmente mostra a gente com a mão na massa, por outro lado, tenho HOJE para pensar em como fazer isso a partir de quinta que não estarei em Sampa e sim em Guwahati, na Índia!!!

Bom, então, eu decidi fazer o que está ao meu alcance. Aqui está o primeiro vídeo da super impressão da carta da Campanha!! Não é nada demais, mas é um passo e é o que posso neste momento fazer. A Dani Marino, provavelmente não teve tempo de retornar o meu e-mail e, infelizmente, o tempo urge!! Só tenho HOJE e AMANHÃ DE MANHÃ para entregar os panfletos!!!! Não posso esperar mais...

Hoje, no final da tarde e amanhã de manhã antes de ir ao aeroporto irei bater de porta em porta falando da campanha junto com o zelador, Seu Zé Francisco. Vou filmar com a câmera que tenho em casa e posto aqui.

NOVIDADE MUITO BOA: Conversando com o Rafael que trabalha comigo, falei da campanha da carona solidária e resolvemos conversar com os estudantes que participam do projeto de comunicação na escola que trabalho. Eles gostaram muito de fazer a campanha da carona solidária no bairro da escola, especialmente porque dia 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro. Como não vou estar aqui, pedi para o Rafa gravar e me enviar para que possa publicar aqui!!! A proposta é eles saírem na rua incentivando as pessoas a não utilizarem o carro no dia 22 e darem caronas nos outros dias. O texto que eles montaram está mostrado aqui no vídeo. Muito bom poder envolver a galera do ensino médio nesta ação também!! Além do meu colega, é claro! Existe tanta gente querendo e fazendo por um mundo melhor! :)

Por enquanto é isso pessoal, vejam o vídeo: